dia e hora da paixão…

E quando a gente marca dia, hora e local para se apaixonar?

E quando ela pede para levar a câmera para registrar o primeiro encontro (primeiro beijo?)

E quando a gente acorda pensando e vai dormir sonhando com ela?

E quando a gente sai pra fotografar a Lua que ela não conseguiu ver ontem?

E quando ela se acalma conversando comigo?

E quando precisamos de uma vida toda pra por o assunto em dia?

E quando é bom demais e É verdade?

Acho, e apenas ACHO que aí

É quando a paixão já chegou e ainda não avisou.

Ainda bem que paixão não tem dia nem hora!

 

Lua Dani Valverde
essa é a Lua de hoje, que fiz pra ela. a de quarta veremos juntos!

29 de fevereiro!

Hoje é um dia especial! Não por ser o primeiro dia da vida do Leonardo DiCaprio depois de ganhar um Oscar, mas por ser um dia a mais em um ano bissexto.

Mas tudo mundo aí tá manjando legal o que é um ano bissexto?

CLARO! A Terra demora 365 dias e 6 horas (365,25 em números decimais, que vão facilitar nossa vida daqui a pouco) para dar uma volta completa ao redor do Sol, isso faz com que tenhamos um “troco” de ano que ignoramos solenemente até o 4º ano (6h x 4 = 24h = 1 dia. ou em decimais: 0.25 x 4 = 1 dia) e aí colocamos esse dia de volta e todo mundo fica bem, certo? SIM!!! certíssimo, só que não.

Essa é a parte simples da explicação, mas tem uma parte BEM mais legal (uns vão chamar de chata, mas eu acho legal e o blog é meu, então dá licença).

 

Vamos lá:

Na verdade o período de rotação da Terra ao redor do Sol não é exatamente 365,25 dias é exatamente 365,2421891 (duração do ano Tropical, uma das formas de calcular o período orbital da Terra)

E é aí que começam os “pulos” de vai e vem do ano bissexto (em inglês é Leap Year, algo como “ano que pula” – um nome bem adequado, eu diria).

Para corrigir o “grosso” da coisa, 1 dia a cada 4 anos resolve o problema. Mas mesmo assim tem uma sobra. Um dia a cada 4 anos é colocar MAIS do que realmente precisaria, então os anos que marcam os séculos (a cada 100 anos) NÃO são bissextos (dá pra dizer que os anos que são divisíveis por 100 não são bissextos, como 1700, 1800, 1900 – nenhum desses anos foi bissexto, mesmo caindo 4 anos depois de um ano bissexto).

Mas tem mais! Agora essa correção do século deixou “faltando” um troco, então há mais uma regrinha: a cada 400 anos, o ano que marca o século É bissexto! Por isso o ano 2000 foi bissexto (e não apenas porque era divisível por 4).

O que não dá pra entender é que a regra oficial para por aí, mas ainda há um “troco” que poderia ser BEM corrigido se tivesse mais uma iteração: a cada 3200 anos retirarmos o ano bissexto. Aí sim teríamos uma conta perfeitinha (mas a galera ainda tem tempo até chegarmos ao ano 3200, e mesmo se perderem o bonde, o ano de 6400 vai demorar um tantinho a mais). segundo Phil Plait

 

Bom, resumindo (e simplificando):

Ano divisível por 4 = Ano bissexto (ex.: …, 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2004, 2008, 2012, 2016, 2020, …)

Ano divisível por 4 e por 100 = Não bissexto (ex.: …, 1700, 1800, 1900, 2100, 2200, …)

Ano divisível por 4, por 100 e por 400 = Ano bissexto (ex.: …, 1600, 2000, 2400, …)

 

O que eu acho mais legal nisso, é que nós vivemos momentos únicos e especiais e às vezes nem nos damos conta. Um ano como o ano 2000 (ano que marca século mas é bissexto) só vai acontecer novamente no ano 2400, acho que ninguém que está lendo isso vai ter paciência para esperar até lá.

 

Nesse vídeo, Neil deGrasse Tyson explica direitinho (porém em inglês) foi minha principal fonte de pesquisa para esse post.

 

Matt Parker (aviso: Matt é matemático, então estejam cientes que vai doer… mas é engraçado – também em inglês)

deu ruim?

Screen Shot 2015-11-01 at 7.28.27 PM

foi curto
foi intenso
foi gostoso
(e como gostar é gostoso!)
foi incrível
foi rápido
(mas durou uma eternidade – agora te entendo, Vinícius)
foi genial
foi HONESTO
(e isso não tem preço)

poderia ter sido mais?
poderia ter sido melhor?
poderia ter durado mais?
sim, claro que poderia tudo isso
mas não vou lamentar pelo que poderia
e sim ficar com esse gosto bom na boca
esse gosto de felicidade

então, respondendo à pergunta do título do post: não, definitivamente não deu ruim, deu foi bom DEMAIS!

A imagem que ilustra esse post acho que tem tudo a ver com a nossa breve história, estamos nos gaps, nas nuvens que cobriram a Lua eclipsada. Nós vimos a beleza, sentimos nossas almas bem pertinho (e olha que eu nem acredito nisso de alma) e passamos, juntos, essa noite incrível do eclipse, eu e a minha estrela favorita. E valeu MUITO a pena!

um mês

Hoje, 20 de outubro de 2015 faz um mês que começamos a conversar
Exatamente há um mês a minha vida começou a mudar para melhor

Não que já não fosse boa, mas ganhou um brilho especial
Com seu jeitinho agridoce
Seu sorriso lindo, de dentes perfeitos (adoro os dentes)
Sua braveza e objetividade
Seu carinho e cuidado
Sua sagacidade de pensamento e argumentação
Sua necessidade de colo
Suas bochechas (LINDAS LINDAS, não me mata por isso)
Sua filhotas MARAVILHOSAS (que também ganharam meu coração)

Eu acho que poderia listar uma característica que eu adoro nela por cada um dos 43.200 minutos que nos conhecemos
E foi assim que ela veio, nada de mansinho
Fez uma entrada triunfal na minha vida, como não podia deixar de ser
E deixou tudo com um brilho a mais
O brilho da minha estrela preferida

Parabéns (para mim) por ter essa pessoa TÃO incrível por perto!

ela e as estrelas

é oficial: estou apaixonado.
e como qualquer ser apaixonado, fico bobo
só que eu já sou bobo, então, me aguentem!

hoje ela disse que gosta de estrelas
vi estrelas brilhando em seus olhos
vi, no meio da madrugada, um céu lindo
sem Lua, só as estrelas, de presente pra ela
e ela, cada vez mais presente

estrelas_renata

vi até um meteoro, cortando o céu pertinho de Órion
nada como paixão, estrelas e estrela-cadente
para tentar fazer jus ao brilho dos olhos dela
hoje ela me disse que gosta de estrelas

hoje eu vi nela meu céu estrelado

meteoro
o meteoro, tímido e apressado não quis deixar seu rastro evidente na foto, mas no céu foi lindo e brilhante, e me deixou feito bobo (apaixonado) com um sorriso na boca e uma lágrima nos olhos.

 

 

Impostos

O ministro da fazenda Joaquim Levy disse recentemente que “Todo mundo está disposto a pagar um pouquinho mais de imposto” o que gerou uma avalanche de comentários na internet (leia-se textões no facebook) e ameaças de manifestações contra os tais impostos. Venho aqui deixar o meu textão (mas no meu próprio blog, pq sou dazelite.. ehehe)

Sim Sr. Ministro, eu compreendo que a situação das contas públicas está crítica, entendo que o Sr. não tem culpa nenhuma, que também está tentando controlar uma festa que já não tem mais ninguém se divertindo, mas todo mundo se recusa a ir embora. Por esses motivos tenho muita empatia pelo perrengue que o Sr. está passando e quero oferecer algumas sugestões de impostos. Tenho certeza que se todas essas contribuições forem aprovadas, cada brasileiro honesto vai pagar feliz seu “um pouquinho a mais de imposto” (mas duvido que vá precisar). Vamos lá:

IC: esse é o básico e o mais abrangente, assim como temos o IR (Imposto de Renda) o IC seria o Imposto sobre Corrupção. Qualquer corrupto ou corruptor que lucrasse com alguma negociação teria que recolher o imposto. Como o risco de sonegação é imenso, sugiro alguns impostos complementares.

ISM: Imposto sobre Sobrenome Maluf (precisa explicar?)

ICM: Imposto sobre Condenados do Mensalão

IC2CP: Imposto sobre Caixa 2 de Campanhas Políticas

CCFCOTM: Contribuição Compulsória sobre Formação de Cartel em Obras de Trens e Metrô (essa é uma Contribuição, pois o Estado de SP já lucrou demais com isso)

IAOLJ: Imposto sobre Acusados na Operação Lava a Jato

IZD: Imposto sobre Zé Dirceu (alíquota sugerida de uns 200%)

ICV: Imposto sobre Compra de Votos

CSSFOP: Contribuição Social sobre Super Faturamento em Obras Públicas

Até aqui tenho certeza que está todo mundo adorando, até balançando a cabeça né? Será que vamos concordar com os próximos?

ICG: Imposto sobre a Cervejinha do Guarda

IGTVC: Imposto sobre o Gato na TV a Cabo

IDTPCNH: Imposto sobre Despachante que Tira os Pontos da Carteira de Habilitação

IFF: Imposto sobre Fila Furada

IEVP: Imposto para Estacionamento em Vaga Preferencial

CPS5MFD: Contribuição Provisória sobre “Só 5 Minutinhos em Fila Dupla”

Mas acho que resumiria bem se tivéssemos um imposto único, o IFDP: sim, Imposto sobre Filhos da Puta

E aí? Concordam? Algum imposto a mais?

redução da velocidade média do raciocínio

UPDATE: Aqui uma opinião séria e com argumentos bem formados do jornalista e instrutor Tite Simões sobre a redução da velocidade máxima nas marginais

 

Acabei de ver esse vídeo lá naquela rede social toda azul e achei por bem tirar um pouco a poeira desse abandonado blog:

 

Tem algo estranho com a linha de pensamento dessa moça vamos lá:

Primeiro ela começa dizendo que apesar da redução da velocidade que já teve os acidentes continuam aumentando e depois ela rebate sua própria afirmação, dizendo que o número de acidentes aumenta pois tem mais carros na rua. Mas calma lá! Estamos falando de números absolutos? Porque o que ela disse só faria algum sentido se fossem números absolutos (número de acidentes, sem levar em conta nenhuma outra estatística). Não se faz estatística (e muito menos política pública) com base em números absolutos, eu não vi os estudos da prefeitura sobre esse assunto, mas medidas assim precisam se pautar em porcentagem de acidentes em relação à frota ou à população ou a qualquer outro prisma.

Segundo, esse comentário sobre as sinalizações de trânsito superfaturadas só se sustentaria se não existisse desgaste natural das placas e se as placas fossem únicas (com o nome da via escrito, por exemplo). Essas placas, muito provavelmente, são feitas em quantidades enormes, com todas as velocidades impressas e estocadas, para manutenção de rotina. É válido levantar a suspeita sobre o superfaturamento dessas placas da mesma maneira que é válido levantar a suspeita sobre superfaturamento de TUDO o que é pago com dinheiro público, mas daí a dizer que essa medida específica foi feita para enriquecer os cofres de campanha de qualquer partido chega a ser até fofinho.

Por último e não menos importante, vamos falar sobre a “indústria da multa”. Pobres motoristas sofrem tanta opressão só porque conseguiram comprar seu carro e agora não podem nem andar acima do limite de velocidade permitido, não podem tomar uma cervejinha antes de dirigir, não podem usar o corredor de ônibus nem a ciclofaixa, não podem fazer uma conversão proibida (rapidinho), não podem parar em fila dupla pra pegar as crianças no colégio e MUITO MENOS GRAVAR UM VÍDEO dentro do carro (eu sei que o carro tá parado, mas a ironia foi irresistível). Se as pessoas obedecessem às leis de trânsito 3 coisas aconteceriam: 1- morreria menos gente; 2- haveria menos congestionamentos (menos acidentes, menos conversões proibidas, menos filas duplas); 3- a indústria da multa iria à falência. Portanto, se você reclama da indústria da multa, saiba que é VOCÊ que a alimenta com sua falta de educação no trânsito. Simples assim.

Aliás, querer cometer infrações de trânsito e não querer ser punido por isso não é incentivar a impunidade? Dar uma caixinha pro guarda não multar não é corrupção? Será que não é a corrupção pequena que alimenta a grande corrupção? Sobre isso, deixo esse vídeo.

Acabei de ver mais um argumento hilário para falar mal dessa medida da prefeitura: que isso vai aumentar os congestionamentos!!! Queria tanto que todos os congestionamentos fossem causados pelo limite de velocidade! Imagina só, a 23 de maio LIVRE e os carros só se segurando para não passar do limite???? Que bênção né?

De qualquer forma eu também não gostaria que a velocidade nas marginais fosse reduzida, mas não vou criar teorias mirabolantes pra justificar minha opinião egoísta sobre isso. Eu não concordo simplesmente porque sempre achei uma delícia pegar a marginal pinheiros de motoca num domingão e dar uma bela esticada. Sentir o vento batendo no rosto e ser feliz. Talvez esteja faltando um pouco disso para as pessoas.

Antes que me acusem de PTralha mensaleiro maldito: vão morder seus pais na bunda.

a língua é viva – trânsito

Esses dias estava aqui pensando sobre a palavra “trânsito” e como seu significado tem mudado para seu exato oposto. Eu acho bacana, porque sempre que falam sobre as pessoas que “essa geração fala tudo errado” que “ninguém mais sabe escrever” e sempre tem alguém defendendo dizendo que “a língua é viva”. Eu não sou linguista, mas um admirador confesso do nosso idioma e acabei me encantando com a metamorfose dessa palavra, principalmente nos grandes centros urbanos.

Screen Shot 2015-02-15 at 10.56.14 PM

 

Estão vendo a definição? Agora comparem com o uso mais frequente hoje em dia:

– Desculpe, cheguei atrasado pois peguei muito trânsito

– Nossa, a cidade está vazia, cheguei rapidinho, não tinha trânsito nenhum!

Os boletins de rádio e TV às vezes pecam também nesses “deslizes”. É errado, sim, claro que é. Porém é um movimento inevitável.

Não tenho dúvida que daqui há alguns (poucos) anos a definição do dicionário vai ter que incluir também algo como “Grandes cidades: congestionamento, tráfego intenso de veículos” para acomodar o novo uso da palavra.

 

E isso é muito legal, para mostrar que as coisas são transitórias e que mesmo a palavra que significa “mudança”, pode sim mudar e ficar parada (porém inquieta)

😉