carnaval, amor, amizade e afeto

Hoje vou contar uma história um pouco diferente, é uma história dessas de se contar em textos mesmo, não em imagens como eu sempre faço. Eu amo meu trabalho justamente porque ele me possibilita participar de projetos importantes e interessantes, conhecer pessoas e, além de contar, viver belas histórias.

A história de hoje começou no carnaval de 2016, mais precisamente no bloco da diversidade, onde estava fotografando para o projeto Diversidade e Afeto no Carnaval de SP.

Lembro que dentre vários casais que fotografei aquele dia, um me chamou a atenção: eram duas moças lindas, completamente apaixonadas, tão perdidas em seu universo particular que o mundo nem existia fora dos seus olhares. Eu achei aquilo tão bonito e fui lá fotografar, mas eu acabei interferindo. Elas me viram e posaram para a foto.

 

Então eu pedi que voltassem a se beijar e aí fiz essa foto:

 

Juro pra vocês, depois que fiz essa foto, tive vontade de ir embora, com aquele peito estufado de “missão cumprida”. É engraçado isso, às vezes a gente simplesmente sente que chegou no ponto alto, na melhor foto do dia. Para mim essa é sem dúvida nenhuma a melhor foto daquela tarde. Eu acho que uma das moças percebeu no meu rosto que a foto havia ficado boa e perguntou se ela tinha saído muito mal. Eu quase nunca faço isso, mas estava tão feliz com aquela foto que fui mostrar a elas. Depois disso ainda fiquei lá fotografando mais umas 2 horas, e vida que segue.

Até que na madrugada de terça para quarta-feira (16/3/2016) recebo uma mensagem na minha fan page do facebook:

 

Como já dá para imaginar, a conversa foi madrugada adentro e eu estou realmente feliz pois ganhei, além de uma cliente, duas amigas queridas, lindas. Kakau e Fernanda são pessoas leves, doces, dessas que amam viver e inspiram o melhor na gente. E já temos vários projetos que vão acontecer em breve, portanto fiquem ligados, vocês ainda vão ver muito dessas duas moças por aqui!
Kakau eu ainda não imagino como você conseguiu me encontrar apenas lembrando do meu rosto, mas eu agradeço MUITO por não ter desistido. Nossa amizade ainda vai longe e vai render belíssimas fotos!!!

Moral da história, sabe quando você pensa “nossa, essa pessoa deve ser tão interessante” mas acaba indo embora sem perguntar ao menos o nome da pessoa? Pois é, não faça isso, a quantidade de oportunidades de conhecer pessoas incríveis, de ouvir histórias sensacionais que perdemos todos os dias é inimaginável.

Um brinde aos encontros que a vida proporciona, e que nós sempre facilitemos, pois eles valem a pena!

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ela e as estrelas

é oficial: estou apaixonado.
e como qualquer ser apaixonado, fico bobo
só que eu já sou bobo, então, me aguentem!

hoje ela disse que gosta de estrelas
vi estrelas brilhando em seus olhos
vi, no meio da madrugada, um céu lindo
sem Lua, só as estrelas, de presente pra ela
e ela, cada vez mais presente

estrelas_renata

vi até um meteoro, cortando o céu pertinho de Órion
nada como paixão, estrelas e estrela-cadente
para tentar fazer jus ao brilho dos olhos dela
hoje ela me disse que gosta de estrelas

hoje eu vi nela meu céu estrelado

meteoro
o meteoro, tímido e apressado não quis deixar seu rastro evidente na foto, mas no céu foi lindo e brilhante, e me deixou feito bobo (apaixonado) com um sorriso na boca e uma lágrima nos olhos.

 

 

sintonia

Após alguns anos me relacionando com outros seres humanos (e aqui incluo além de relacionamentos amorosos, relacionamentos familiares, de trabalho, amizades e todas as suas variantes) acabei formulando uma hipótese que me ajudou a entender e lidar melhor com “decepções” que muitas vezes temos.
Acho que já aconteceu com todos: você conhece uma pessoa, constrói uma amizade quase instantânea, de repente a pessoa sabe tudo da sua vida, você tudo da dela. Aquilo parece perfeito. Se for um relacionamento amoroso, você sente que encontrou sua “alma gêmea” (a metade da laranja, como diria Fábio Jr… rs), se for uma amizade, você tem certeza que descobriu seu melhor amigo, daqueles amigos que são companheiros de tudo, para a vida toda. O tempo vai passando e as coisas vão mudando, muito lentamente até que um dia você para pra pensar e chega à inevitável conclusão: o que é que eu tô fazendo aqui? Esse relacionamento não tem nada a ver comigo!

O que aconteceu? Erro de julgamento? Mas e os casais que passam 30, 40, 50 anos e se separam depois? Erraram por tanto tempo? Será?
Acho que sim, acho que pode ter uma grande parcela de erro de julgamento, porém eu acabei por chegar a uma outra conclusão: as pessoas mudam, e mudam sem querer ou perceber (óbvio não?).

Quando conhecemos alguém que nos desperta interesse sempre temos interesses em comum, coisas que gostamos, coisas que não gostamos, posturas em relação à vida, caráter, ideologia, profissão, ética, ritmo de vida, enfim, tudo o que compõe um ser humano. O grande problema (não acho que isso seja exatamente um problema) é que esses valores não são estáticos e cada um tem um ritmo de mudança diferente. Tem gente que vai mudando leeeeeeentamente (muito provavelmente as pessoas que ficam casadas por 50 anos e depois se separam “do nada”) e outras mudam mais rápido. Se um “rápido” acaba se encontrando com um “lento” eles vão ter muita afinidade, mas durante um curto período de tempo e provavelmente o “lento” não vai entender nada do porque aquela pessoa mudou tanto em tão pouco tempo. Já dois “lentos” tendem a ficar mais tempo juntos e a relutar mais a perceber as mudanças (a sempre falada conveniência ou acomodação).

Uma analogia que explica bem o que eu quero dizer: alguém já prestou atenção nas palmas no final de um espetáculo? Por mais aleatórias que sejam, em alguns momentos parece que todos estão batendo palmas no mesmo compasso, na mesma frequência, e depois isso se esvai e vira um desencontro de novo. Ou 2 carros parados com os piscas ligados, cada um com um ritmo, mas que por breves momentos acabam piscando juntos.

Nesses exemplos acima, de quem é a “culpa”  o pisca de qual carro “saiu do ritmo certo”? Quem bateu palma fora do ritmo?

Não há culpa, tendemos sempre a culpar alguém (ou a nós mesmos) ao invés de tentar reconhecer o que aconteceu e seguir em frente. Não há culpados, não há porque se magoar ou magoar outra pessoa. Não é um processo triste (na minha opinião). Triste é ficar parado, é não mudar. Ou mudar e não perceber que mudou e insistir em algo que não tem mais sintonia mais, que já virou um total desencontro, sem cumplicidade. Acho que o que podemos fazer é guardar as boas lembranças, absorver as mudanças com todo o carinho e seguir em frente, na nossa própria frequência e assumir que essa frequência vai sempre mudar e que isso é bom!

* Apesar da cara de pseudo-ciência, quero deixar BEM claro que não há ciência NENHUMA aqui nesse post. É apenas um desabafo, algo fez pensar por um bom tempo. Também não há absolutamente nada de esotérico e espiritual, não estou implicando, DE MANEIRA NENHUMA que há energias ocultas por trás das atitudes das pessoas. Inclusive quem me conhece, ou já leu algum outro post desse blog sabe que essa é a possibilidade mais absurda que existe.