Amor, Felicidade, Fé, Emoção e Vida

Ontem a Kakau (veja a história de como ela virou uma GRANDE amiga aqui) pediu que eu falasse o que penso sobre essas 5 palavras (ou conceitos). Como eu AMEI a idéia, resolvi fazer um post a respeito. Já aviso que eu estou escrevendo direto no blog, então o que sair, saiu!

 

AMOR:

pra mim é a força que move o mundo. Apenas isso. Eu tento viver o amor a cada minuto, tento olhar com amor para o mundo, para as pessoas e isso faz com que eu tente entender (na maioria das vezes) as pessoas. Eu acho que o amor é uma lente e a partir do momento que você passa a ver o universo com essa lente, tudo ganha sentido, você passa a fazer parte de um todo, você se une aos outros seres humanos que estão de carona nesse pedaço de pedra que a gente chama de Terra.

 

FELICIDADE:

penso que a felicidade seja um meio, NUNCA um fim. Ao contrário do que os desenhos da Disney nos fizeram pensar, a felicidade não está no final, no “Felizes para sempre”, que presume uma pós-vida no paraíso onde a felicidade é eterna. Eu acho que as pessoas que vivem sob essa lente do amor sabem que a busca pela felicidade é diária, sabem que somos felizes quando somos parte desse todo e que as coisas JAMAIS vão ser perfeitas, mas isso não impede de encontrar a felicidade nas coisas como elas são (e a partir daí, com a alegria e amor, tentar melhorar o que não estiver perfeito). Eu SEI que eu nunca vou ser feliz, porque eu já sou!

 

FÉ:

a minha primeira reação ao ver essa palavra é “não tenho”, e é verdade. Esse conceito de fé não faz muito sentido para mim, pelo menos não a fé religiosa, porém pensando um pouquinho mais profundamente sobre o assunto eu tenho sim algumas fés (sei lá se tem plural essa palavra… rs). Assumindo que a Fé seja uma crença em alguma coisa que não possua evidência para suportar essa crença. Eu tenho fé nas pessoas, acredito em suas intenções até que me provem contrário. Acredito no trabalho duro. Acredito no estudo e na prática que levam à perfeição (isso vale para qualquer área do conhecimento, mas também vale para levar a vida com Amor).

 

EMOÇÃO:

não sei se eu entendo direito o conceito por trás dessa parte, mas vamos ver o que sai… rs. A forma que eu encontrei de viver do Amor, de buscar a Felicidade todo dia é justamente a Fé nas pessoas e a simplicidade das emoções. Se eu estou feliz eu vou dizer, se eu te amo, eu vou dizer, se eu não estou gostando, eu vou dizer… mas além de dizer tudo isso, eu vou DEMONSTRAR isso. Os sentimentos transbordam, eu não sei (e nem quero) esconder o que sinto. A vida fica mais simples, mais fácil (às vezes dóis mais, mas SEMPRE vale a pena).

 

VIDA:

eu decidi que vou viver para sempre. E só há UMA maneira de fazer isso: deixar um legado. Cada história que eu conto com meu trabalho, cada sorriso, cada lágrima de felicidade é sim um pouquinho de mim que vai viver enquanto aquele álbum viver. Cada pessoa que cruza meu caminho, cada vez que eu consigo tocar alguém, fazer alguma coisa boa para alguém, essa pessoa vai carregar um pouquinho de mim pra sempre, talvez essa pessoa passe para seus filhos, para seus conhecidos o que eu dei a ela. Se eu conseguir espalhar esse amor e essa mudança, mesmo que pequenininha, por gente o suficiente, talvez e apenas talvez, eu consiga viver para sempre. Pra mim esse é o grande sentido da vida.

 

Eu sei que não é bem o tipo de texto que se espera de um ateu convicto e ranzinza, mas eu gosto desses contrastes da vida e gosto de ter esses contrastes aqui dentro!

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ela e as estrelas

é oficial: estou apaixonado.
e como qualquer ser apaixonado, fico bobo
só que eu já sou bobo, então, me aguentem!

hoje ela disse que gosta de estrelas
vi estrelas brilhando em seus olhos
vi, no meio da madrugada, um céu lindo
sem Lua, só as estrelas, de presente pra ela
e ela, cada vez mais presente

estrelas_renata

vi até um meteoro, cortando o céu pertinho de Órion
nada como paixão, estrelas e estrela-cadente
para tentar fazer jus ao brilho dos olhos dela
hoje ela me disse que gosta de estrelas

hoje eu vi nela meu céu estrelado

meteoro
o meteoro, tímido e apressado não quis deixar seu rastro evidente na foto, mas no céu foi lindo e brilhante, e me deixou feito bobo (apaixonado) com um sorriso na boca e uma lágrima nos olhos.

 

 

sintonia

Após alguns anos me relacionando com outros seres humanos (e aqui incluo além de relacionamentos amorosos, relacionamentos familiares, de trabalho, amizades e todas as suas variantes) acabei formulando uma hipótese que me ajudou a entender e lidar melhor com “decepções” que muitas vezes temos.
Acho que já aconteceu com todos: você conhece uma pessoa, constrói uma amizade quase instantânea, de repente a pessoa sabe tudo da sua vida, você tudo da dela. Aquilo parece perfeito. Se for um relacionamento amoroso, você sente que encontrou sua “alma gêmea” (a metade da laranja, como diria Fábio Jr… rs), se for uma amizade, você tem certeza que descobriu seu melhor amigo, daqueles amigos que são companheiros de tudo, para a vida toda. O tempo vai passando e as coisas vão mudando, muito lentamente até que um dia você para pra pensar e chega à inevitável conclusão: o que é que eu tô fazendo aqui? Esse relacionamento não tem nada a ver comigo!

O que aconteceu? Erro de julgamento? Mas e os casais que passam 30, 40, 50 anos e se separam depois? Erraram por tanto tempo? Será?
Acho que sim, acho que pode ter uma grande parcela de erro de julgamento, porém eu acabei por chegar a uma outra conclusão: as pessoas mudam, e mudam sem querer ou perceber (óbvio não?).

Quando conhecemos alguém que nos desperta interesse sempre temos interesses em comum, coisas que gostamos, coisas que não gostamos, posturas em relação à vida, caráter, ideologia, profissão, ética, ritmo de vida, enfim, tudo o que compõe um ser humano. O grande problema (não acho que isso seja exatamente um problema) é que esses valores não são estáticos e cada um tem um ritmo de mudança diferente. Tem gente que vai mudando leeeeeeentamente (muito provavelmente as pessoas que ficam casadas por 50 anos e depois se separam “do nada”) e outras mudam mais rápido. Se um “rápido” acaba se encontrando com um “lento” eles vão ter muita afinidade, mas durante um curto período de tempo e provavelmente o “lento” não vai entender nada do porque aquela pessoa mudou tanto em tão pouco tempo. Já dois “lentos” tendem a ficar mais tempo juntos e a relutar mais a perceber as mudanças (a sempre falada conveniência ou acomodação).

Uma analogia que explica bem o que eu quero dizer: alguém já prestou atenção nas palmas no final de um espetáculo? Por mais aleatórias que sejam, em alguns momentos parece que todos estão batendo palmas no mesmo compasso, na mesma frequência, e depois isso se esvai e vira um desencontro de novo. Ou 2 carros parados com os piscas ligados, cada um com um ritmo, mas que por breves momentos acabam piscando juntos.

Nesses exemplos acima, de quem é a “culpa”  o pisca de qual carro “saiu do ritmo certo”? Quem bateu palma fora do ritmo?

Não há culpa, tendemos sempre a culpar alguém (ou a nós mesmos) ao invés de tentar reconhecer o que aconteceu e seguir em frente. Não há culpados, não há porque se magoar ou magoar outra pessoa. Não é um processo triste (na minha opinião). Triste é ficar parado, é não mudar. Ou mudar e não perceber que mudou e insistir em algo que não tem mais sintonia mais, que já virou um total desencontro, sem cumplicidade. Acho que o que podemos fazer é guardar as boas lembranças, absorver as mudanças com todo o carinho e seguir em frente, na nossa própria frequência e assumir que essa frequência vai sempre mudar e que isso é bom!

* Apesar da cara de pseudo-ciência, quero deixar BEM claro que não há ciência NENHUMA aqui nesse post. É apenas um desabafo, algo fez pensar por um bom tempo. Também não há absolutamente nada de esotérico e espiritual, não estou implicando, DE MANEIRA NENHUMA que há energias ocultas por trás das atitudes das pessoas. Inclusive quem me conhece, ou já leu algum outro post desse blog sabe que essa é a possibilidade mais absurda que existe. 

5 de janeiro 2013

Não sou muito de fazer posts do estilo “querido diário”, mas o dia de hoje merece um relato (isso por que ainda são 17h).

Às 11h fui encontrar um casal gente boníssima que havia perdido uma DSLR Canon em novembro. Essa câmera foi encontrada pela irmã da minha prima e chegou até mim na noite de natal. Através de um álbum no facebook, compartilhado 386 vezes, conseguimos encontrar os donos e hoje foi o grande dia de fazer a entrega. Ver a felicidade estampada no rosto dos dois é algo simplesmente mágico. Eu só queria que aquele momento congelasse, que aquela sensação gostosa de dever cumprido perdurasse…

e perdurou… mais que isso. Inspirou…

Na mochila a câmera da vez era a Nikon N4004, SLR analógica, carregada com um Tri-X faltando umas 13 poses pra acabar. Eu gosto disso, não tinha mais filme pra trocar, então eu tinha que fazer cada frame valer, escolher o que fotografar e depois fotometrar, expor, compor com carinho e cuidado. Essa parada pra respirar e refletir que só a fotografia analógica permite (na verdade demanda). E isso é muito mais legal de se fazer quando se está num bom humor que chega à beira da bobeira. Inspiração é assim, e hoje o dia estava sem pressa. Tentei fazer algumas fotos na Rua Vergueiro, já que estava por ali, mas não saiu nada, as pessoas estavam muito apressadas, num espaço muito confinado, sufocante… não era o que eu queria. Guardei a câmera e fui para a Paulista. Preguiçoso, eu sei, pois lá é covardia, é fácil demais, mas eu só queria fotografar, sem grandes compromissos.

Saí do metrô, feliz da vida, descobri um lugar que vende caldo-de-cana! Meio litro depois, estava de câmera em punho, pronto para a “guerra”. Só que fui fisgado por um som fantástico de trompete saindo de uma loja de CDs. Parei na calçada mesmo e fiquei ouvindo aquela música, olhei para a câmera na minha mão e fiquei triste por não conseguir captar ondas sonoras com a lente. Só o que me restou foi entrar na loja e comprar o CD. Era Ella (Fitzgerald) & Louis (Armstrong)… não dava pra ser melhor!

CD na mochila, e lá se foi um gordo feliz pela Paulista, com uma SLR na mão cantarolando What a Wonderful World. Devia estar uma visão deveras esquisita (pra não dizer bizarra), eu acho que gostaria de ter me fotografado.
1, 2, 3… 8 fotos depois estava eu na altura da estação Trianon. Depois de fazer uma foto de uma guria com uma camiseta que dizia em letras garrafais “EVER” (posto aqui quando revelar e se ficar boa), entrei no Standcenter com o único objetivo de desejar um feliz 2013 para a Kelly (quem me conhece sabe que ela é a minha chinesa favorita em todo o mundo). Kelly não é uma em um milhão… é uma em 1,3 BILHÃO! Extremamente simpática, honesta, educada e manja MUITO de fotografia (não só empurra produtos, ela sabe do que está falando). Ela diz que não, mas eu acho que ela deve fazer fotos excelentes. De qualquer forma, rendeu uma boa conversa com aquele sino-português encantador que ela fala.

Voltei para a calçada, câmera na mão, ainda uns 5 frames pra queimar. Estava em direção ao MASP, tinha 2 fotos que queria fazer lá, mas no caminho fui interpelado por um ruivo com a maior cara de gringo que alguém pode ter no planeta. Simon Wake, do Médicos Sem Fronteiras. Grande cara, se enrolou com o PT-BR e, sem jeito, perguntou se eu falava inglês, eu disse que mais ou menos e acabou que, meio inglês e meio português acabamos nos entendendo muito bem. Meia hora de papo rendeu um belo teste para o meu inglês e pra ele um doador a mais para a organização: WIN–WIN!

Terminei meu rolo no MASP, conforme planejado e fui dar um tempo na Livraria Cultura.
Chegando em casa uma cerveja gelada ouvindo Ella&Louis.

É, 2013 começou bem… MUITO bem!

Candeia

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Quero assistir ao Sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quando eu me encontrar

Felicidade

A verdadeira felicidade é quando temos uma Síndrome de Estocolmo correspondida.

Só quando amamos o que (e quem) nos prende, amamos verdadeiramente as coisas das quais não conseguimos escapar que conseguimos ser felizes. E tem que ser correspondido, pois invariavelmente somos captores de alguém em algum sentido e, por isso, também precisamos ser amados.