ela e as estrelas

é oficial: estou apaixonado.
e como qualquer ser apaixonado, fico bobo
só que eu já sou bobo, então, me aguentem!

hoje ela disse que gosta de estrelas
vi estrelas brilhando em seus olhos
vi, no meio da madrugada, um céu lindo
sem Lua, só as estrelas, de presente pra ela
e ela, cada vez mais presente

estrelas_renata

vi até um meteoro, cortando o céu pertinho de Órion
nada como paixão, estrelas e estrela-cadente
para tentar fazer jus ao brilho dos olhos dela
hoje ela me disse que gosta de estrelas

hoje eu vi nela meu céu estrelado

meteoro
o meteoro, tímido e apressado não quis deixar seu rastro evidente na foto, mas no céu foi lindo e brilhante, e me deixou feito bobo (apaixonado) com um sorriso na boca e uma lágrima nos olhos.

 

 

5 de janeiro 2013

Não sou muito de fazer posts do estilo “querido diário”, mas o dia de hoje merece um relato (isso por que ainda são 17h).

Às 11h fui encontrar um casal gente boníssima que havia perdido uma DSLR Canon em novembro. Essa câmera foi encontrada pela irmã da minha prima e chegou até mim na noite de natal. Através de um álbum no facebook, compartilhado 386 vezes, conseguimos encontrar os donos e hoje foi o grande dia de fazer a entrega. Ver a felicidade estampada no rosto dos dois é algo simplesmente mágico. Eu só queria que aquele momento congelasse, que aquela sensação gostosa de dever cumprido perdurasse…

e perdurou… mais que isso. Inspirou…

Na mochila a câmera da vez era a Nikon N4004, SLR analógica, carregada com um Tri-X faltando umas 13 poses pra acabar. Eu gosto disso, não tinha mais filme pra trocar, então eu tinha que fazer cada frame valer, escolher o que fotografar e depois fotometrar, expor, compor com carinho e cuidado. Essa parada pra respirar e refletir que só a fotografia analógica permite (na verdade demanda). E isso é muito mais legal de se fazer quando se está num bom humor que chega à beira da bobeira. Inspiração é assim, e hoje o dia estava sem pressa. Tentei fazer algumas fotos na Rua Vergueiro, já que estava por ali, mas não saiu nada, as pessoas estavam muito apressadas, num espaço muito confinado, sufocante… não era o que eu queria. Guardei a câmera e fui para a Paulista. Preguiçoso, eu sei, pois lá é covardia, é fácil demais, mas eu só queria fotografar, sem grandes compromissos.

Saí do metrô, feliz da vida, descobri um lugar que vende caldo-de-cana! Meio litro depois, estava de câmera em punho, pronto para a “guerra”. Só que fui fisgado por um som fantástico de trompete saindo de uma loja de CDs. Parei na calçada mesmo e fiquei ouvindo aquela música, olhei para a câmera na minha mão e fiquei triste por não conseguir captar ondas sonoras com a lente. Só o que me restou foi entrar na loja e comprar o CD. Era Ella (Fitzgerald) & Louis (Armstrong)… não dava pra ser melhor!

CD na mochila, e lá se foi um gordo feliz pela Paulista, com uma SLR na mão cantarolando What a Wonderful World. Devia estar uma visão deveras esquisita (pra não dizer bizarra), eu acho que gostaria de ter me fotografado.
1, 2, 3… 8 fotos depois estava eu na altura da estação Trianon. Depois de fazer uma foto de uma guria com uma camiseta que dizia em letras garrafais “EVER” (posto aqui quando revelar e se ficar boa), entrei no Standcenter com o único objetivo de desejar um feliz 2013 para a Kelly (quem me conhece sabe que ela é a minha chinesa favorita em todo o mundo). Kelly não é uma em um milhão… é uma em 1,3 BILHÃO! Extremamente simpática, honesta, educada e manja MUITO de fotografia (não só empurra produtos, ela sabe do que está falando). Ela diz que não, mas eu acho que ela deve fazer fotos excelentes. De qualquer forma, rendeu uma boa conversa com aquele sino-português encantador que ela fala.

Voltei para a calçada, câmera na mão, ainda uns 5 frames pra queimar. Estava em direção ao MASP, tinha 2 fotos que queria fazer lá, mas no caminho fui interpelado por um ruivo com a maior cara de gringo que alguém pode ter no planeta. Simon Wake, do Médicos Sem Fronteiras. Grande cara, se enrolou com o PT-BR e, sem jeito, perguntou se eu falava inglês, eu disse que mais ou menos e acabou que, meio inglês e meio português acabamos nos entendendo muito bem. Meia hora de papo rendeu um belo teste para o meu inglês e pra ele um doador a mais para a organização: WIN–WIN!

Terminei meu rolo no MASP, conforme planejado e fui dar um tempo na Livraria Cultura.
Chegando em casa uma cerveja gelada ouvindo Ella&Louis.

É, 2013 começou bem… MUITO bem!