deu ruim?

Screen Shot 2015-11-01 at 7.28.27 PM

foi curto
foi intenso
foi gostoso
(e como gostar é gostoso!)
foi incrível
foi rápido
(mas durou uma eternidade – agora te entendo, Vinícius)
foi genial
foi HONESTO
(e isso não tem preço)

poderia ter sido mais?
poderia ter sido melhor?
poderia ter durado mais?
sim, claro que poderia tudo isso
mas não vou lamentar pelo que poderia
e sim ficar com esse gosto bom na boca
esse gosto de felicidade

então, respondendo à pergunta do título do post: não, definitivamente não deu ruim, deu foi bom DEMAIS!

A imagem que ilustra esse post acho que tem tudo a ver com a nossa breve história, estamos nos gaps, nas nuvens que cobriram a Lua eclipsada. Nós vimos a beleza, sentimos nossas almas bem pertinho (e olha que eu nem acredito nisso de alma) e passamos, juntos, essa noite incrível do eclipse, eu e a minha estrela favorita. E valeu MUITO a pena!

um mês

Hoje, 20 de outubro de 2015 faz um mês que começamos a conversar
Exatamente há um mês a minha vida começou a mudar para melhor

Não que já não fosse boa, mas ganhou um brilho especial
Com seu jeitinho agridoce
Seu sorriso lindo, de dentes perfeitos (adoro os dentes)
Sua braveza e objetividade
Seu carinho e cuidado
Sua sagacidade de pensamento e argumentação
Sua necessidade de colo
Suas bochechas (LINDAS LINDAS, não me mata por isso)
Sua filhotas MARAVILHOSAS (que também ganharam meu coração)

Eu acho que poderia listar uma característica que eu adoro nela por cada um dos 43.200 minutos que nos conhecemos
E foi assim que ela veio, nada de mansinho
Fez uma entrada triunfal na minha vida, como não podia deixar de ser
E deixou tudo com um brilho a mais
O brilho da minha estrela preferida

Parabéns (para mim) por ter essa pessoa TÃO incrível por perto!

ela e as estrelas

é oficial: estou apaixonado.
e como qualquer ser apaixonado, fico bobo
só que eu já sou bobo, então, me aguentem!

hoje ela disse que gosta de estrelas
vi estrelas brilhando em seus olhos
vi, no meio da madrugada, um céu lindo
sem Lua, só as estrelas, de presente pra ela
e ela, cada vez mais presente

estrelas_renata

vi até um meteoro, cortando o céu pertinho de Órion
nada como paixão, estrelas e estrela-cadente
para tentar fazer jus ao brilho dos olhos dela
hoje ela me disse que gosta de estrelas

hoje eu vi nela meu céu estrelado

meteoro
o meteoro, tímido e apressado não quis deixar seu rastro evidente na foto, mas no céu foi lindo e brilhante, e me deixou feito bobo (apaixonado) com um sorriso na boca e uma lágrima nos olhos.

 

 

Música do espaço

Eu lembro quando começou a se falar na construção de uma Estação Espacial Internacional, pouco antes da russa MIR ser desativada. Era um projeto ambicioso, seria uma grande estação, dessas que se vê em filmes, mas acabou sendo “capada” aos poucos por problemas financeiros e políticos, a ponto de muitos cientistas chegarem a questionar seu propósito.
O que temos hoje é uma caricatura (nada divertida) daquele primeiro projeto, custou quase o dobro do dinheiro e do tempo de construção estimados incialmente. Ainda há muitos astrônomos que continuam torcendo o nariz para a nossa base em órbita, com o argumento de que há muito pouca ciência sendo feita ali pelo custo estratosférico (com o perdão do trocadilho) para manter aquele trambolho lá.

Mas aí vemos isso:

http://music.cbc.ca/embedded/concerts/Chris-Hadfield-and-Barenaked-Ladies-ISS-Is-Somebody-Singing-2013-02-05/videos/Chris-Hadfield-and-Barenaked-Ladies-ISS-Is-Somebody-Singing

Uma composição belíssima com letra do astronauta Cris Hadfield e música do Barenaked Ladies (grupo que compôs o tema de abertura de The Big Bang Theory), em uma linda interpretação com um coral de crianças. Isso pode não ser ciência, mas é arte, e a arte é tão importante para sermos pessoas melhores quanto a ciência. A arte, aliada à ciência podem mover o mundo.

E esse não é um exemplo isolado de arte que vem diretamente da ISS. Dê um google nos vídeos em Timelapse feitos pelos astronautas, ou nas imagens feitas pelos astrofotógrafos aqui na Terra, observando o trânsito da ISS em frente à Lua ou ao Sol.

Talvez o legado científico da ISS realmente não seja lá grandes coisas, mas já valeu tê-la colocado em órbita somente pelo gigantesco legado cultural que ela vai deixar e pelas sementes que irá plantar em uma geração que está crescendo em meio a toda a beleza que vem do espaço.

Um brinde à ISS! É a oportunidade única que nós, os 7 bilhões que estão aqui embaixo, nos sentirmos parte desse céu lindo sobre nossas cabeças.

5 de janeiro 2013

Não sou muito de fazer posts do estilo “querido diário”, mas o dia de hoje merece um relato (isso por que ainda são 17h).

Às 11h fui encontrar um casal gente boníssima que havia perdido uma DSLR Canon em novembro. Essa câmera foi encontrada pela irmã da minha prima e chegou até mim na noite de natal. Através de um álbum no facebook, compartilhado 386 vezes, conseguimos encontrar os donos e hoje foi o grande dia de fazer a entrega. Ver a felicidade estampada no rosto dos dois é algo simplesmente mágico. Eu só queria que aquele momento congelasse, que aquela sensação gostosa de dever cumprido perdurasse…

e perdurou… mais que isso. Inspirou…

Na mochila a câmera da vez era a Nikon N4004, SLR analógica, carregada com um Tri-X faltando umas 13 poses pra acabar. Eu gosto disso, não tinha mais filme pra trocar, então eu tinha que fazer cada frame valer, escolher o que fotografar e depois fotometrar, expor, compor com carinho e cuidado. Essa parada pra respirar e refletir que só a fotografia analógica permite (na verdade demanda). E isso é muito mais legal de se fazer quando se está num bom humor que chega à beira da bobeira. Inspiração é assim, e hoje o dia estava sem pressa. Tentei fazer algumas fotos na Rua Vergueiro, já que estava por ali, mas não saiu nada, as pessoas estavam muito apressadas, num espaço muito confinado, sufocante… não era o que eu queria. Guardei a câmera e fui para a Paulista. Preguiçoso, eu sei, pois lá é covardia, é fácil demais, mas eu só queria fotografar, sem grandes compromissos.

Saí do metrô, feliz da vida, descobri um lugar que vende caldo-de-cana! Meio litro depois, estava de câmera em punho, pronto para a “guerra”. Só que fui fisgado por um som fantástico de trompete saindo de uma loja de CDs. Parei na calçada mesmo e fiquei ouvindo aquela música, olhei para a câmera na minha mão e fiquei triste por não conseguir captar ondas sonoras com a lente. Só o que me restou foi entrar na loja e comprar o CD. Era Ella (Fitzgerald) & Louis (Armstrong)… não dava pra ser melhor!

CD na mochila, e lá se foi um gordo feliz pela Paulista, com uma SLR na mão cantarolando What a Wonderful World. Devia estar uma visão deveras esquisita (pra não dizer bizarra), eu acho que gostaria de ter me fotografado.
1, 2, 3… 8 fotos depois estava eu na altura da estação Trianon. Depois de fazer uma foto de uma guria com uma camiseta que dizia em letras garrafais “EVER” (posto aqui quando revelar e se ficar boa), entrei no Standcenter com o único objetivo de desejar um feliz 2013 para a Kelly (quem me conhece sabe que ela é a minha chinesa favorita em todo o mundo). Kelly não é uma em um milhão… é uma em 1,3 BILHÃO! Extremamente simpática, honesta, educada e manja MUITO de fotografia (não só empurra produtos, ela sabe do que está falando). Ela diz que não, mas eu acho que ela deve fazer fotos excelentes. De qualquer forma, rendeu uma boa conversa com aquele sino-português encantador que ela fala.

Voltei para a calçada, câmera na mão, ainda uns 5 frames pra queimar. Estava em direção ao MASP, tinha 2 fotos que queria fazer lá, mas no caminho fui interpelado por um ruivo com a maior cara de gringo que alguém pode ter no planeta. Simon Wake, do Médicos Sem Fronteiras. Grande cara, se enrolou com o PT-BR e, sem jeito, perguntou se eu falava inglês, eu disse que mais ou menos e acabou que, meio inglês e meio português acabamos nos entendendo muito bem. Meia hora de papo rendeu um belo teste para o meu inglês e pra ele um doador a mais para a organização: WIN–WIN!

Terminei meu rolo no MASP, conforme planejado e fui dar um tempo na Livraria Cultura.
Chegando em casa uma cerveja gelada ouvindo Ella&Louis.

É, 2013 começou bem… MUITO bem!

Hero

Quando eu era uma pequena criança, sonhava em ser super-herói (e quem não sonhava?).

Pedia para minha mãe fazer luvas, capas. 
Me imaginava calçando botas de cano alto e armaduras intransponíveis.

Saindo de casa todo dia, voando como o vento com uma única missão: salvar vidas (principalmente da mocinha, que sempre era a mais linda) e ser o herói do dia.

Hoje eu me dei conta, enquanto calçava minhas botas e afivelava o capacete, que realizei e realizo meu sonho de infância todo dia. Que coloco sim minha armadura, minhas luvas e botas de cano alto, e saio, como o vento.

E quando chego em casa, à noite, com um sorriso por baixo do capacete me dou conta que salvei sim uma vida e a salvo todo dia:

a minha própria.

Só está faltando a mocinha… mas aí é outra história.