a língua é viva – trânsito

Esses dias estava aqui pensando sobre a palavra “trânsito” e como seu significado tem mudado para seu exato oposto. Eu acho bacana, porque sempre que falam sobre as pessoas que “essa geração fala tudo errado” que “ninguém mais sabe escrever” e sempre tem alguém defendendo dizendo que “a língua é viva”. Eu não sou linguista, mas um admirador confesso do nosso idioma e acabei me encantando com a metamorfose dessa palavra, principalmente nos grandes centros urbanos.

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Estão vendo a definição? Agora comparem com o uso mais frequente hoje em dia:

– Desculpe, cheguei atrasado pois peguei muito trânsito

– Nossa, a cidade está vazia, cheguei rapidinho, não tinha trânsito nenhum!

Os boletins de rádio e TV às vezes pecam também nesses “deslizes”. É errado, sim, claro que é. Porém é um movimento inevitável.

Não tenho dúvida que daqui há alguns (poucos) anos a definição do dicionário vai ter que incluir também algo como “Grandes cidades: congestionamento, tráfego intenso de veículos” para acomodar o novo uso da palavra.

 

E isso é muito legal, para mostrar que as coisas são transitórias e que mesmo a palavra que significa “mudança”, pode sim mudar e ficar parada (porém inquieta)

😉

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